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Consultor de Jundiaí orienta quem quer abrir salão de beleza

Para ele, especialização é a chave para um bom negócio.
No ano passado foram abertos 20 mil salões

salao de beleza

Somente no ano passado, foram abertos 20 mil novos salões de cabeleireiro no estado de São Paulo. Mas para manter-se neste setor promissor e agora também muito competitivo é preciso se especializar. Esta é a dica de um consultor de negócios de Jundiaí. Mas para isso é preciso entrar na fila de espera.

Giseli Ferrarezi ainda está estudando para ser cabeleireira, mas já corta o cabelo das amigas e dos vizinhos. Ela vê no setor da beleza uma chance para crescer profissionalmente. "Como eu sou esteticista e já tenho o meu salão, eu resolvi fazer o curso de cabeleireiro para complementar a minha renda", disse.

Edson Ricardo Vieira é dono de um salão de beleza há dez anos e está em busca de esteticistas, auxiliares e estoquistas. A procura por cabeleireiras já dura três meses. "A dificuldade na contratação, no nosso ramo é a mão de obra especializada. Currículos, pessoas interessadas nas vagas até aparecem, mas com um nível muito básico no conhecimento", reclama.

A busca por uma aparência melhor e a facilidade na abertura das empresas do setor fez o número de salões de beleza aumentar em quase 80% nos últimos cinco anos no Brasil. Só no ano passado, no estado de São Paulo, foram abertos 20 mil salões de cabeleireiros. "Com o final do ano chegando, com a primavera chegando, o verão também, as pessoas querem ficar mais bonitas e aí aumenta a procura por esse tipo de serviço. Nós atendemos no Sebrae, 20% de pessoas que querem abrir novos salões ou formalizar os seus salões" orienta Marcelo Duarte , analista de negócios do Sebrae.
Mesmo nas escolas de cabeleireiros a procura é grande. Em uma delas, em Jundiaí, 300 alunos estudam e praticam para se tornarem cabeleireiros. Os cortes custam R$ 4 e são supervisionados por um monitor.

Mais de cem pessoas são atendidas por dia. O movimento intenso também é registrado no aprendizado. Além dos alunos matriculados, há uma fila de vinte pessoas para aprender as técnicas. "É um mercado que vem crescendo muito porque você entra rápido na profissão. Em seis meses você já está formado e em seis meses você já está trabalhando com o seu salão", afirma Nelson Batista Rosa Júnior, dono da escola.

Magda Sardinha é cliente antiga. Sempre recorre à escola para melhorar o visual. Já fez cinco cortes com os alunos e não se preocupa com o resultado. "Eu pago menos do que em outros salões e eu gosto do tratamento que elas dão".
Mara Elisabeth das Graças é uma das monitoras e não se descuida um segundo dos alunos. Sempre que precisa está por perto para corrigir algum problema. "Sempre alerta o tempo todo porque tem aqueles que a gente pode confiar porque já está há algum tempo no curso e tem aqueles que estão começando agora. Então a gente tem que estar sempre em cima".

 

Fonte: G1