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Em busca de alimentação nutritiva, mães se dedicam a cozinhar

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Ser mãe é... "proporcionar para o meu filho o meu melhor". A definição da culinarista infantil Thais Ventura diz muito sobre a forma como ela cria o filho. Adepta de uma alimentação saudável, Thais se preocupa com o que Dudu come desde que ainda estava na barriga. Mas foi só quando o pequeno fez seis meses, e começou a se alimentar fora do peito, que ela começou a pesquisar e mudar completamente a alimentação em casa. Os cuidados instintivos de até então, foram substituídos por pesquisas, conversas com nutricionistas e uma adaptação decisiva na rotina alimentar.

O que é maternagem?

Assim como Thais, muitas mães têm feito da comida de cada dia a prioridade no cuidado com os pequenos. Cada vez mais antenadas nas tabelas nutricionais dos produtos e diante de dados alarmantes sobre a obesidade infantil, elas se dedicam a oferecer um estilo de vida mais saudável para seus filhos. Na maioria das vezes, os cuidados vêm antes do nascimento, como no caso de Anna Malmskov. "Nesta etapa comecei a cortar alimentos com muito conservante e a dar preferência aos orgânicos", explicou a empreendedora, mãe de Olivia, de 1 ano. A estratégia é, inclusive, recomendada pelo Programa Mundial de Alimentos, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Para lidar com problemas de fome e desnutrição, a instituição defende que, ao fornecer o tipo certo de alimentos para as mulheres durante a gravidez ou a amamentação, são passados os nutrientes necessários para o desenvolvimento do bebê.

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Segundo especialistas em alimentação infantil, a principal regra para criar crianças com hábitos de saúde é dar o exemplo. "Os pais que obrigam e fazem diferente não conseguem a adesão do filho", alerta a nutricionista Erika Berbert. Outra recomendação é introduzir os alimentos certos desde cedo e postergar a apresentação aos "vilões" o máximo possível. Com 2 anos e 4 meses, o filho de Thais experimentou, há duas semanas, seu primeiro brigadeiro e nunca tomou refrigerante. "Criança é complicado. Daqui a pouco começa a entender melhor as coisas e fica mais difícil de controlar. Mas enquanto eu conseguir, eu vou levando", atesta.

Porém, oferecer sempre o alimento mais fresco, orgânico e natural possível é um desafio. A falta de opções, por exemplo, levou Anna a congelar comidas feitas por ela para levar em uma viagem de cinco dias a Foz do Iguaçu. "Aqui no Brasil não tem opção saudável. Se você quer oferecer algo melhor para o seu filho, tem que pôr a mão na massa". Ao que Thais completa: "A maioria de tudo o que o Dudu consome eu procuro eu mesma fazer em casa, do iogurte ao pão". A culinarista admite, ainda, que pode passar a madrugada fazendo pão de queijo para congelar e oferecer ao longo da semana para o filho. "A rotina é pesada. Mas criar filho não é fácil. Eu abro mão de qualquer coisa para fazer a comida para ele com prazer".

O empenho dessas mães que assumem a cozinha para preparar opções saudáveis é "muito positivo", atesta Erika. "Além de elas poderem dar informações sobre os alimentos enquanto cozinham, a criança fica motivada a comer quando vê o processo. Fora que cozinhar desperta criatividade e interesse", pontua. Os resultados dessa estratégia, garante a nutricionista, são para toda a vida. "Quando adolescente, o filho pode até ter uma fase fast-food, mas no dia-a-dia vai comer aquilo a que foi habituado", assegura.

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Por: Bruna Ramos

 

Fonte: Agência Brasil