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Preconceito contra a mulher no ambiente de trabalho

Entenda quais são os seus direitos e o que fazer caso eles não sejam respeitados

Por: Mayara Castro

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A ala feminina da sociedade tem muito do que se orgulhar quando o assunto é conquista. O direito ao estudo, ao voto, ao trabalho, à independência financeira. Porém, em pleno século XXI, ainda é possível ver que algumas mulheres sofrem discriminação no ambiente de trabalho. Seja por acharem que não têm a mesma capacidade ou recebendo salários inferiores, esse preconceito acontece. É por isso que conversamos com o advogado Marcos Bernardini, que esclareceu algumas questões sobre o assunto. Confira!

Segundo Marcos, a lei não permite nenhum tipo de distinção de direitos com base no sexo do funcionário, portanto, os direitos trabalhistas da mulher são os mesmos dos homens. Entre eles, estão o carteira de trabalho assinada, o salário mensal nunca inferior ao piso da profissão, um dia de repouso por semana, 13º salário, vale-transporte, férias de 30 dias, licença-maternidade, seguro desemprego, etc.

Em alguns casos, é possível observar que não ocorre preconceito na hora de escolher o profissional para preencher uma vaga, mas sim na diferença de remuneração. "Ainda existe discriminação salarial entre homens e mulheres, mesmo elas ocupando os mesmos cargos do que os homens", avisa o advogado. Ainda segundo ele, os principais motivos apontados para essa discrepância é a extensão da jornada de trabalho, já que as funções domésticas e as responsabilidades familiares costumam fazer parte do papel das mulheres e, portanto, elas precisam trabalhar menos horas. Porém, já se sabe que esse modelo não pode ser generalizado às mulheres dos dias de hoje.

Por esse motivo, corre no Congresso um projeto de lei que prevê multa para qualquer empregador que permita esse tipo de discriminação salarial. "Se for aprovada, a multa corresponderá a cinco vezes a diferença salarial registrada durante todo o vínculo empregatício", explica Bernardini.

A prática de qualquer tipo de preconceito no ambiente de trabalho é proibida e pode gerar assédio moral, que deve ser discutido na justiça do trabalho e, se provado, gerar a condenação da empresa e o pagamento de uma indenização à vítima. Portanto, se você, mulher, está vivendo uma situação como essa, denuncie!

Fonte: Papo Feminino