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Grande ABC gasta R$ 100 mi com beleza

Por: Andréa Ciaffone

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Verão. Sol, céu, mar, piscina... e muito produto de beleza para compensar os efeitos dos raios ultravioletas, do sal e do cloro. No Grande ABC, a estimativa é que o consumo de xampus, condicionadores, hidratantes, protetores solares e outros cosméticos aumente 30% nos meses quentes. O impacto econômico desta onda de preocupação com a beleza se traduz em um aumento de 50% na verba destinada a esses itens. Se só metade das consumidoras da região forem consideradas, a movimentação financeira passa dos R$ 100 milhões por mês. Isso sem falar nos serviços de beleza.

Uma pesquisa encomendada pela P&G (Procter & Gamble) para o Instituto Ilumeo apontou que 32% das brasileiras desembolsam em torno de R$ 100 por mês com produtos de beleza no verão. "Considerando o comportamento dos números do Grande ABC em relação aos resultados de pesquisas nacionais, é possível estimar que aqui na região os números sejam maiores", afirma o professor Leandro Prearo, coordenador do Inpes/USCS (Instituto de Pesquisa da Universidade Metropolitana de São Caetano). "No que se refere à capacidade da renda e ao padrão de consumo podemos dizer que aqui cerca de 50% das mulheres gastam R$ 150 por mês em produtos de higiene pessoal e beleza nos meses de verão", diz Prearo. O especialista lembra que, por conta do 13º salário e das férias, durante os meses de fim de ano todo o consumo da região aumenta em um terço, pelo menos.

RAPUNZEL

No Grande ABC, existem, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) 1,34 milhão de mulheres. Considerando que, segundo dados do Euromonitor (instituto de pesquisa especializado no setor de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos), o Brasil é o maior consumidor de produtos para cabelo do planeta, não é de estranhar que a preocupação com as madeixas seja algo que atinja todas as idades e passa de mãe para filha com mais eficiência do que as receitas de bolinhos de chuva.

"No verão, meus gastos com xampus, condicionadores, e produtos sem enxágue aumenta em 50%", afirma a artesã andreense Renata Ribas, 35 anos. Mas, ela admite que o impacto das férias na praia é muito maior no seu bolso por causa dos cuidados com o cabelo cacheado da sua filha, Maria Clara, 7. "É preciso passar creme antes de entrar na água, leave-in para desembaraçar depois do mergulho, xampu, condicionador, máscara de tratamento e leave-in. Se não usar, o cabelo embaraça demais. Por isso, não me importo em investir em produtos", admite Renata.

De acordo com o estudo do Ilumeo, 38% das mulheres gastam entre 30 minutos e uma hora por dia cuidando dos cabelos.

Vale notar que se todas as categorias (produtos para cabelo, pele, maquiagem) entrarem na conta, os Estados Unidos e o Japão consomem mais que o Brasil, segundo o estudo, mas em categorias como alisamento e uso de condicionador, o Brasil é imbatível.

ESPELHO MEU

Tanto cuidado se justifica por uma questão de autoestima. De acordo com a pesquisa, 62% das mulheres se sentem feias no verão.

"Realmente a perspectiva de ir para a praia, usar roupas curtas e ter mais pele à mostra faz a preocupação com a beleza aumentar bastante", diz a dermaticista Kátia Camargo, dona da Bella Opção Estética, em Santo André, clínica especializada em serviços como massagem, drenagens e outros tratamentos. "Para se ter ideia do aumento provocado pelo calor, em agosto, eu fazia 20 atendimentos por dia, em outubro, esse número subiu para 44 diários", diz Kátia.

Para dar conta da procura, a dermaticista teve de contratar cinco pessoas nas últimas semanas. "As mulheres estão investindo cada vez mais. Há cinco anos, eu trabalhava sozinha. Em 2010, contratei uma pessoa. Hoje, somos 11 na equipe e não damos conta da demanda. Só não contrato mais gente por causa da limitação de espaço", conta a empresária, que adora o verão.

Fonte: Diário do Grande ABC