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Alisar faz mal? Entenda polêmica que envolve cosméticos alisantes

Mesmo sem formol, alguns produtos vem sendo acusados de prejudicarem a saúde

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O verão está chegando e, com ele, muitas mulheres buscam alisar os fios para não ter trabalho na rotina com banhos de piscina e mar. Mas qual será o melhor processo de deixar os cachos de lado? Se antes o formol era o grande vilão da saúde feminina, agora outros agentes químicos são colocados no foco sendo o principal o ácido glioxílico, presente em diversos cosméticos usados para o alisamento permanente.

Depois de uma denúncia, cabeleireiras e clientes estão bunscando meios alternativos para alisar os cabelos. Alguns estudos vem indicando que o uso de ácido glioxílico realiza a formação de formaldeído, o formol, que já foi proibido em processos de alisamento dos fios. Mas, segundo o bacharel em Química Tecnológica pela UFSCAR, Dr. Adriano S. Pinheiro, a relação entre o ácido e o formol não são tão simples assim.

— O mecanismo de ação é similar ao formol, porém, não tem nenhuma comparação mencionar que o teor de formaldeído formado pelo ácio glioxílico significa o uso de formaldeído no produto, nem o mínimo cabimento científico. Quando você aquece o ácido glioxílico você pode ter a formação de formaldeído em teores muito baixos, principalmente, quando aplicado no cabelo.

Segundo o especialista, qualquer usuário de cosméticos pode estar utilizando algum produto que libere formaldeído em grandes concentrações.

— Existem outros diversos produtos cosméticos que a consumidora faz uso no dia a dia que podem liberar formaldeído em concentração muito mais elevada que o próximo ácido glioxílico. O cuidado que nós temos que ter é sempre dizer o quão significativa é essa concentração.

Contudo, segundo a Agência Nacional de Saúde (Anvisa), o ácido glioxílico está sendo utilizado em teores maiores do que os permitidos. Marcelo Sidi Garcia, especialista em regulação e vigilância sanitária área cosméticos, explica:

— O ácido glioxílico só pode ser usado em cosméticos como ajuste de pH da formulação. O que acontece é que, muitas vezes, as empresas o utilizam de maneira equivocada na formulação como alisante de cabelo. Para isso, ele está presente na formulação em uma porcentagem de 20 a 30.

Para Dr. Adriano, a polêmica só será solucionada se houver uma regulação do setor.

— É necessário regular o setor. É necessário que a Agência Nacional de Saúde, à partir da compilação dos dados corretos, possa publicar um novo parecer técnico criando esta nova categoria de alisantes. É uma questão organizacional, de regular a categoria. Isto é a saída para que a consumidora possa, daqui alguns meses, ir ao salão e saber o que está comprando, pois nele haverá um certificado da Agência Nacional de Saúde.

Para quem busca alternativas que já sejam certificadas pela Anvisa, Marcelo indica alguns reagentes químicos altorizados pelo órgão.

— A Resolução nº 3 da Anvisa, do dia 18 de janeiro de 2012, diz que as permitidas para o alisamento são: tioglicolato de âmonia, hidróxido de sódio, hidróxido de cálcio, hidróxido de fosfato e carbonato de guanidina. É importante, também, que a consumidora fique atenta e denuncie qualquer salão ou produto em que utilizem substâncias que, ao serem aquecidas, liberem o cheiro característico do formol.

Fonte: Tribuna Hoje