Notícias de Beleza

Alerta aos usuários (as) dos salões de beleza e barbearias

No final de ano, número de clientes aumenta e com ele o risco de contaminação por doenças, como micoses, hepatites B e C e até mesmo aids

por: NAYARA REIS

salao

Segundo o Departamento de Vigilância Sanitária, da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia, o número de pessoas frequentando salões de beleza neste período do ano cresce. Portanto é primordial para a saúde e bem estar posterior dessas pessoas que ao escolherem o local para tratamentos de beleza, ou barbearias deve ficar atento. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é preciso averiguar quanto à higiene e o cumprimento das normas de segurança em saúde destes estabelecimentos. Os serviços devem ser realizados em local apropriado, limpo e arejado, seguindo uma rotina de limpeza dos materiais de uso coletivo, como pentes e escovas. Além disso, alicates unha devem ser esterilizados a cada cliente e os kits de manicure preferencialmente individuais.

O Alvará Sanitário é obrigatório em salões de beleza e barbearias, este deve ser expedido pela Prefeitura de Goiânia. O documento é uma garantia de que o local esta apto e nele os serviços podem ser prestados sem riscos à saúde dos clientes. De acordo com a Secretaria Municipal de Comunicação (Secom) de Goiânia, a chefe da Divisão de Ambientes de Interesse à Saúde, Francinês Linharez Ferreira, afirma que muitas pessoas desconhecem as normas de segurança, como por exemplo, esterilização de materiais de manicure, para evitar contaminação por doenças como hepatite, a exigência de lixeiras com pedal, sabonete líquido e papel toalha nos banheiros. "Nossa intenção é orientar para que a atividade não ofereça riscos à saúde dos clientes ou dos profissionais", explica.

O cabeleireiro André Luiz de Jesus Silva, 32, explica que só neste período festivo no final do ano, a procura no seu salão de beleza cresce, em cerca de 60%, se comparado aos dias normais. Ele explica que administra o estabelecimento, há cerca de um ano e três meses, desde o inicio já possuía o Alvará da Vigilância Sanitária e prima muito pela higiene e cuidados com os objetos usados para os procedimentos em seu salão, tanto os usando nas unhas quanto nos cabelos das clientes. "Todos os dias é feita a higienização dos materiais: alicates, escovas, luvas, toalhas, enfim de todos os equipamentos manuseados no salão", diz.

Quanto à queda de cabelo, André ressalta que as pessoas devem ficar atentas à química que esta sendo usada, se é compatível com a que já estiver no cabelo. "Você deve saber qual produto e quais os efeitos dele no seu cabelo", ressalta. No endereço www.saude.goiania.go.gov.br/html/secretaria/vigilancia/licenca.shtml está disponível o passo a passo de como você pode solicitar seu Alvará da Vigilância Sanitária em Goiânia. Caso você tenha dúvidas sobre determinados estabelecimentos, pode entrar em contato com a Vigilância pelo telefone: (62) 3524-1517.

Não corra riscos

De acordo com a dermatologista Juliana Salgado, hoje, o que mais gera consultas por queda de cabelo são pelo uso dos produtos para alisamento dos fios. Ela esclarece que existem dois grupos distintos usados nesses procedimentos, que não devem de maneira alguma ser misturado, caso isso ocorra, podem causar queda e quebra no cabelo, além da probabilidade de alergia no couro cabeludo. "São os grupos Tioglicato e o Hidróxido de Sódio. Se a paciente vai a um salão e passa um produto e posteriormente muda de profissional e este não observa o produto usado na aplicação anterior, pode haver sim uma complicação que leve a quebra ou perda de parte do cabelo. As pessoas devem ficar atentas a isso, antes de fazer o procedimento averiguar qual o produto que será usado", explica Juliana.

Para quem perdeu o cabelo por conta desses ou outros produtos, Juliana diz que nem tudo está perdido, e que existem tratamentos inclusive medicamentosos que podem auxiliar na reconstrução do cabelo. No entanto, é preciso procurar um dermatologista para receber adequada orientação e não acabar piorando o quadro de queda ou quebra do fio.

"Tudo depende do dano causado, quando há quebra da haste não tem um produto que possa reverter isso, mas existem que podem amenizar os danos quando mais leves. Além disso, existem medicamentos que promovem aumento no crescimento dos fios", cita Juliana. Quando os estragos forem mais severos, a dermatologista explica que a melhor alternativa é cortar o cabelo e deixar que este cresça saudável novamente, caso não seja possível existem os medicamentos, principalmente a Biotina, que também só devem ser usados sob prescrição médica e, ajudam no crescimento e fortalecimento do pelo.

Juliana ressalta que o ideal é que mulheres e homens que fazem as unhas nos salões de beleza tenham seus próprios kits para o procedimento, isso inclui o palito de unha, lixa (para pés e mãos) e alicate. "As pessoas ficam muito ligadas na questão do alicate, ele realmente é responsável pela transmissão das doenças mais graves como hepatites B e C e da aids, no entanto o uso desses outros itens contaminados podem causar micoses, doenças fúngicas, o que também não é nada agradável", diz. Ela explica que os alicates devem ser esterilizados a cada cliente, os demais instrumentos são de uso individual. As escovas e demais objetos do salão devem ser higienizados diariamente com água e sabão.

A auxiliar administrativa Taynara Alves Godoy, 21, perdeu parte de seu cabelo, há cerca de três anos atrás. Ela conta que não possuía nenhuma química em seu cabelo, mas resolveu fazer um relaxamento, que segundo o cabeleireiro que ela procurou era algo semelhante a uma hidratação, e não agredia, de maneira alguma, os fios, infelizmente não foi bem isso o que aconteceu. A jovem perdeu parte de seu cabelo, que de inicio caía normalmente, só que após aproximadamente cinco dias da aplicação do produto os fios começaram a cair. "Eu olhei no espelho e comecei a mexer no cabelo, eu percebi que vinha na minha mão, me bateu o desespero, pois quanto mais eu mexia mais ele caía, voltei ao salão onde tinha realizado o procedimento e informei o que tinha acontecido, como sempre, ele informou que era normal pois meu cabelo estava fraco. Se estava fraco por que fez o procedimento?", argumenta Taynara.

Para amenizar a situação ela afirma que passou a ficar, o tempo todo, de cabelo preso, e que espe-rou aproximadamente um ano para que voltasse ao normal. "O cabeleireiro disse que iria fazer um tratamento de reconstrução, mas não tinha lógica, como ia reconstruir o cabelo que caiu?", explica.

Fonte: DM