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A mulher no mercado de trabalho: avanços e entraves

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Mulheres entram no mercado de trabalho, mas com empregos menos qualificados, com menor espaço de decisões e exercício do poder e com salários mais baixos. As mulheres brasileiras tiveram avanços importantíssimos no mercado de trabalho e, nesses últimos anos, passaram a ocupar posições de destaques em diversas áreas.

Raimunda Leone*, na seção Opinião Classista do Portal CTB

Um exemplo é na política, que pela primeira vez na história do Brasil tem o cargo mais alto ocupado por uma mulher: a presidenta Dilma. Além disso, pela primeira vez também temos 11 mulheres chefiando ministérios.

Apesar dos avanços, ainda estamos longe de alcançar a igualdade: somos 51,3 % da população brasileira e a presença feminina no mercado de trabalho é marcada por diferenças entre homens e mulheres. Mesmos tendo ampliado a participação na sociedade e no mercado, as mulheres ainda têm dificuldades de inserção em setores que possui uma remuneração maior, segundo levantamento da Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres (SPM) do Governo Federal.

As mulheres entram no mercado de trabalho, mas com empregos menos qualificados, com menor espaço de decisões e exercício do poder e com salários mais baixos. Em relação à educação, estudam mais que os homens: a média é de um ano a mais de estudo, segundo o anuário. Ou seja, mais estudo e menos salários.

Em toda sociedade machista e patriarcal, as mulheres têm historicamente ficado na invisibilidade, confinadas nos espaços privados, sempre fora dos espaços públicos e sem consciência do próprio valor e de seu papel na sociedade. Porém a invisibilidade e o silêncio têm sido superados e as mulheres começam a ocupar espaços antes reservados exclusivamente aos homens, tanto no mundo do trabalho como nos demais campos da vida social. Quando tomam consciência de seus direitos como mulher, trabalhadora e cidadã, começam a participar de movimentos reivindicatórios e a se envolver na luta por direitos individuais, sociais e políticos. Isso contribui para aumentar sua autoestima e adquirir autonomia, se tornando referência para outras mulheres.

Hoje elas estão no mercado de trabalho e nos sindicatos participam da luta geral dos trabalhadores, porém estão sub-representadas nas instâncias de poder nos partidos políticos, no parlamento e nas direções dos sindicatos. A participação das mulheres na política é, sem sombra de dúvida, a mais difícil por ser a política o espaço das decisões e do exercício do poder.

O que queremos:

-Promoção profissional para as mulheres de acordo com sua função;

-Participação igual de mulheres em cursos de especialização e reconhecimento de sua qualificação;
-Salário igual para trabalho igual;

-Abono de dias para levar os filhos ao médico;

-Respeito às necessidades fisiológicas das mulheres;

-Redução da jornada de trabalho para 40 horas;

- Creches públicas como um direito da criança;

-Reforma política, participação de mulheres e jovens e todos os espaços de poder;

-Maior participação das mulheres nas direções de sindicatos;

-Fim do assédio moral e sexual âmbito do trabalho.

*Raimunda Leone é secretária da Mulher da Fitmetal (Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil)

Fonte: Vermelho