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Notícias de Beleza

10 mulheres que fazem a diferença

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Fazer o bem sem olhar a quem. Parece clichê mas muitas pessoas ainda acreditam que é possível ajudar ao próximo mesmo dentro de uma rotina puxada do dia a dia, sem se importarem com o tempo que vão se dedicar a esse apoio e ainda investem suas ideias criativas em grandes ferramentas de transformação social. 

O objetivo delas é enxergar problemas que ainda não são reconhecidos pela sociedade, apresentar táticas inovadoras através de uma perspectiva diferenciada dentro de um trabalho comunitário. Vários grupos de mulheres (e também alguns homens) empreendedores têm se destacado por trazer essas soluções e resolver problemas tanto sociais como ambientais. É o caso da jornalista Anna Penido, da ONG Cipó na Bahia, que utiliza a comunicação para complementar a educação de jovens. Além de participarem da produção de veículos de comunicação, eles discutem com profissionais de cada área o conteúdo dos jornais e dos programas de rádio, TV e podem influenciar a maneira pela qual os veículos de informação retratam a juventude como um todo. "Percebi o quanto a experiência contribuiu para o desenvolvimento dos jovens que se mostraram verdadeiros protagonistas de sua própria história e dos destinos das suas comunidades", disse.

A rede Ashoka, uma organização sem fins lucrativos e pioneira na criação de empreendedorismo social, é quem reúne e investe na orientação desses grupos. Com a função de identificar e apoiar os empreendedores, a rede chega a investir em formação e até bolsa-auxílio por três anos. "Um empreendedor social é aquela pessoa criativa que lidera mudanças sistêmicas na sociedade. Ela traz soluções inovadoras e de grande impacto para os problemas sociais. Proporcionar apoio para suas conquistas é o investimento de maior impacto que uma organização pode fazer", disse Cláudia Durán, diretora de Parcerias Estratégicas da Ashoka.

Quem participa aprende na prática a explorar seu potencial e se tornar um agente de mudança. Para fazer parte da rede Ashoka, que está presente no setor social há mais de 30 anos e no Brasil desde 1986, é preciso passar por um processo de seleção criterioso. "São pelo menos cinco fases de avaliação como: inovação, criatividade, perfil empreendedor, impacto social e fibra ética", disse Cláudia.  

O Tempo de Mulher separou dez projetos empreendedores que já fazem parte dessa causa social e que se destacam por suas histórias bacanas e de sucesso!

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Edilara Lima Pacheco (Lara Dee) - Beleza e Cidadania

A ex-mulata do Sargentelli, Edilara, mas conhecida como Lara Dee, criou um programa dentro da favela que utiliza a geração de renda em torno da estética como ferramenta para o empoderamento de mulheres em comunidades ao redor de escolas de samba. A organização Beleza e Cidadania tem promovido a autoestima, cidadania e inclusão social dessas mulheres. 'Transformamos as quadras de samba, geralmente ocupadas somente durante o carnaval, em espaços com um papel ativo junto às comunidades locais', disse.

*Baiana, Edilara Lima Pacheco mudou-se para a periferia de São Paulo na adolescência e tornou-se uma pessoa pública: foi dançarina de um programa de televisão. Após participar de diferentes projetos sociais, desenvolveu, em 2002, a Beleza e Cidadania, apoiada por empresário do segmento de cosméticos no Brasil. Em pouco tempo a organização tornou-se referência para os salões de beleza e ocupou diferentes regiões da periferia de São Paulo. Hoje tem projetos em Bom Jesus dos Perdões SP e Socorro SE. Ao todo são 2.441 pessoas atendidas – 1.706 formadas, das quais 25% inseridas no mercado de trabalho e 5 % montaram sua empresa.

 

Alice FreitasAlice Freitas - Rede Asta

Alice criou primeira rede de venda direta de produtos de economia solidária, a Rede Asta. Com este novo canal de comercialização, garantiu, além do retorno de vendas constante para os produtores, a disseminação dos conceitos de consumo consciente através do acompanhamento da produção e do trabalho educativo. 'Nós capacitamos com formação na área de gestão e cadeia produtiva sustentável', disse Alice. O objetivo dela é ajudar cada vez mais artesãos e vendedoras em todo o Brasil por meio da criação de um sistema de franquias sociais, gerando renda local e o mínimo de deslocamento de produtos para também manter a sustentabilidade ambiental.

*Alice Freitas nasceu no interior do estado do Rio de Janeiro, graduou-se em direito e trabalhou em uma associação empresarial e em uma empresa americana de venda direta e, em seguida, criou com uma amiga o Projeto Realice, para promover intercâmbio cultural. Passou a se interessar pelo Terceiro Setor e decidiu atuar em processos produtivos de geração de renda. Entrou, assim, em contato com a economia solidária, criando o Projeto Mãos Brasil e a Rede ASTA, de atuação no Rio de Janeiro, onde trabalha com 28 grupos em parceria com o Fundo de Apoio ao Produtor, do Banco Real.

Anna PenidoAnna Penido - Cipó

Cipó(Comunicação Interativa) foi fundada em 1999 por Anna, uma jornalista que utilizou a comunicação para complementar a educação de jovens. Além deles participarem da produção de veículos de comunicação, têm a chance de discutir com profissionais de cada área o conteúdo dos jornais e dos programas de rádio e TV. 'Além de influenciar também a maneira pela qual os veículos de informação retratam a juventude como um todo', disse. O programa atua em três regiões do estado da Bahia (Salvador, Camaçari e Feira de Santana) e capacita professores nas escolas públicas, através da produção de sites, programas de rádio, vídeos e jornais, e dá também apoio e empoderamento aos jovens por meio dos centros de inclusão digital.

*Anna Penido começou a desenvolver projetos de educação pela comunicação em 1989, quando, estudante de jornalismo, editou com adolescentes um boletim diário durante os Jogos Escolares Brasileiros, em Brasília (DF). Sob sua orientação, os jovens “repórteres” produziram e publicaram artigos sobre cidadania, cooperação, sexualidade, preconceito e drogas. Anna percebeu o quanto a experiência contribuiu para o desenvolvimento dos jovens que se mostraram verdadeiros protagonistas de sua própria história e dos destinos das suas comunidades.

Vitoria da Riva CarvalhoVitoria da Riva Carvalho - Cristalino Jungle Lodge

Exemplo na área de empreendedorismo sustentável, Vitoria montou o hotel ecológico Cristalino Jungle Lodge, às margens do rio Cristalino, no Mato Grosso. A empresária trouxe o ecoturismo para o Brasil, colocou a Amazônia na rota dos estrangeiros e arrumou uma maneira de lucrar com a mata em pé. O espaço é visitado por apaixonados da área ecológica, de proteção e valorização da fauna e flora.

*Vitoria da Riva Carvalho criou a Fundação Ecológica Cristalino, para desenvolver projetos de preservação, educação ambiental e pesquisa. Atualmente a área, propriedade, reconhecida como Reserva Particular do Patrimônio Natural, acumula 12 mil hectares.

 

 

Amália FischerAmália Fischer - Fundo Ângela Borba de Recursos para Mulheres

Amália é uma líder na luta pelos direitos das mulheres na América Latina. Inspirada em instituições situadas no México, na Europa e nos Estados Unidos, ela criou o primeiro fundo só para mulheres no Brasil para promover a igualdade sexual e mostrar a importância da diversidade no investimento social. O Fundo Ângela Borba de Recursos para Mulheres foi o primeiro investimento social brasileiro que direciona recursos exclusivamente para organizações femininas. Através dele, são feitas ações para formar promotoras legais populares, melhorar as condições de saúde das mulheres e promover a inclusão às tecnologias de informação e comunicação.

*Amália Fischer nasceu na Nicarágua, era de família mexicana, estudou na Bélgica e escolheu o Brasil para morar. Sempre se envolveu com a luta e defesa de grupos feministas. Desde a criação do Fundo Ângela Borba de Recursos para Mulheres, em 2000, no Rio de Janeiro, a instituição já beneficiou 100 grupos de mulheres nas cinco regiões geográficas do país num total de 80 mil mulheres.

 

 

 

Priscila GonsalesPriscila Gonsales - Educadigital

Priscila criou a instituição Educadigital com a intenção de lutar pela aprovação de leis que tornem recursos educacionais existentes um material aberto. Ela aposta ainda no desenvolvimento de habilidades e competências relacionadas à internet, tanto para professores quanto para alunos. 'Aprender a pesquisar e se comunicar na internet como forma de se cooperar com outras pessoas e a realizar atividades colaborativas à distância são fundamentais nesta área', disse.

*Priscila Gonsales, é jornalista, máster em Educação, Família e Tecnologia pela Universidade Pontifícia de Salamanca – Espanha, cursou Design Thinking no Centro de Inovação e Criatividade da ESPM-SP, tem pós-graduação em Gestão de Processos Comunicacionais pela ECA-USP. É apaixonada por educação e cultura digital, atualmente é diretora-executiva do Instituto Educadigital.

 

 

 

 

 

Lílian do Prado SilvLílian do Prado Silva - Acreditar

Lílian é umas das idealizadoras da Acreditar, instituição que oferece microcrédito a trabalhadores da Zona da Mata pernambucana. O objetivo da ONG é orientar os jovens a como adquirir a própria terra ou abrir um negócio, além de estimular a agricultura orgânica familiar e diminuir a evasão rural para as grandes cidades. 

*Lílian do Prado Silva criou a instituição em 2001 em Pernambuco. Atualmente a ONG está presente em nove cidades e possui 485 clientes. Além da atividade na fundação, Lilian também faz palestras sobre empreendedorismo e microcrédito para jovens.

 

 

 

Daniela Bezerra da SilvaDaniela Bezerra da Silva -  Esfera

Combater a falta de transparência do governo e a participação cívica no Brasil através da internet e da tecnologia digital foi o objetivo de Daniela ao criar o Esfera. Para ela, ao expor os dados do governo e compartilha-los de forma acessível ao máximo número de pessoas, pretende-se que aumente e incentive a capacidade dos cidadãos de desempenhar um papel nas mudanças que eles mesmos querem ver.

*Nascida em São Paulo, em uma família de professores, Daniela Bezerra da Silva sempre se interessou pelos estudos. Aos 16 anos, bem jovem, passou em duas faculdades: Jornalismo e Ciências Sociais. Fez as duas, até encontrar seu rumo no jornalismo e conhecer o mundo da tecnologia. Daniela agora se vê na missão de perseguir as diferenças de gênero na área de tecnologia e, quem sabe, diminui-las.

 

 

 

Cybele AmadoCybele Amado - Instituto Chapada de Educação e Pesquisa

Com baixo índice de escolaridade e alto índice de trabalho infantil, a região da Chapada Diamantina, no estado da Bahia, é uma das mais pobres do país. Cybele criou o Instituto Chapada de Educação e Pesquisapara incentivar a construção de novas identidades profissionais, a formação de uma rede em prol da educação de qualidade e a mudança das práticas pedagógicas. Cybele articulou prefeitos, vereadores, secretarias de educação, famílias, ONGs, professores, coordenadores e diretores pedagógicos para atuarem nos processos de formação continuada local. 'Criamos um grupo qualificado de agentes para compreenderem e apoiarem os processos pedagógicos da nossa ONG, mudando a realidade da educação na região', disse.

*Cybele Amado de Oliveira, 45, é pedagoga, educadora, é casada, tem dois filhos e trabalha como mentora e principal líder do Instituto Chapada de Educação e Pesquisa.

 

Vera CordeiroVera Cordeiro - Associação Saúde Criança

Vera trabalhou por mais de 20 anos na pediatria do Hospital Federal da Lagoa, no Rio de Janeiro, e percebeu que as reinternações eram constantes. Crianças voltavam para suas casas insalubres, com seus pais muitas vezes desempregados, sem condições de alimentá-las e medicá-las adequadamente após a alta hospitalar. Sua frustração diária a levou à criação de uma nova organização (Associação Saúde Criançaque desse sentido ao ato médico. Apoiada por um grupo de profissionais de saúde do Hospital, voluntários da sociedade civil e instituições, fundou em 1991 a Associação Saúde Criança, uma instituição que aborda de forma integrada as verdadeiras causas de muitas doenças: as condições de vida da criança e sua família em vulnerabilidade social. 'Criamos uma metodologia social, pioneira e revolucionária, atuando de forma integrada nas áreas da saúde, educação, cidadania, renda e moradia', disse. O projeto, situado no Rio de Janeiro, já beneficiou mais de 50 mil pessoas e neste ano, pelo segundo ano consecutivo, a Associação Saúde Criança foi eleita a melhor ONG da América Latina pela revista suíça The Global Journal.

*Vera Cordeiro é médica, fundadora e superintendente da Associação Saúde Criança.

 

 

Fonte: MSN