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Protesto pede providências contra assédio no transporte público paulistano

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O Levante Popular da Juventude e a Marcha Mundial das Mulheres fizeram hoje (10) mais uma manifestação para denunciar o assédio sexual no transporte público da capital paulista. As ativistas panfletaram e distribuíram apitos e adesivos na Estação República do metrô, no centro da cidade.

Segundo a militante da Marcha Mundial das Mulheres, Maria Júlia Monteiro, além de conscientizar os usuários dos metrôs e trens sobre o problema, o ato busca pressionar o governo estadual para que atue contra o problema. “Fazendo campanhas, constrangendo o agressor e incentivando as mulheres a denunciarem. Por isso, a gente trouxe o apito, para incentivar a solidariedade entre as mulheres”, disse. As manifestantes também cobraram a instalação de câmeras nos vagões e capacitação dos funcionários do metrô.

Na avaliação de Júlia, nos últimos tempos aumentou o número de mulheres dispostas a denunciar esse tipo de violência. De acordo com a ativista, o próprio assédio tem aumentado. “As mulheres estão cada vez mais ocupando o espaço público, se colocando como sujeitos políticos e autônomos. E a reação a esse processo de mais autonomia das mulheres é justamente o aumento da violência. Então você tem uma reação machista contras mulheres que estão ocupando o espaço público”, opinou.

A estudante de arquitetura Aline Lima disse que já sofreu assédio. No entanto, a jovem reclama do atendimento prestado pela equipe do Metrô na ocasião. “Só saí de perto [do agressor], porque não adianta arrumar briga. O pessoal do Metrô, geralmente, não faz nada”.

Jonathan Moreira, que pregou no peito um dos adesivos distribuídos no protesto, admitiu que não sabe muito bem como agir ao presenciar assédio dentro dos vagões. “A gente não tem reação, porque se reagir acaba apanhando. O que a gente tenta [fazer] é avisar os guardas”, disse o rapaz que trabalha como estagiário em uma loja de departamentos.

O Metrô lançou ontem (9) uma campanha  de conscientização contra o abuso sexual que, segundo a empresa, está sendo difundida nas redes sociais e nos monitores internos nos trens. “O Metrô repudia o abuso sexual, crime que deve ser combatido dentro e fora do transporte público. A empresa trabalha continuamente com campanhas de cidadania e de alerta aos usuários sobre condutas que possam colocar em risco a segurança de todos”, informa comunicado da companhia.

A empresa garante que age para evitar a prática de crimes no sistema de transporte. “As equipes de segurança tem agentes uniformizados e à paisana, além de câmeras de vigilância em trens e estações. São mais de mil agentes treinados para agir em benefício de todos os passageiros, sejam eles homens ou mulheres, idosos, adultos ou crianças”.

 

 

Fonte: Agência Brasil